Uma noite para não ser esquecida jamais

Acabei de chegar do Maracanã e ainda não sei direito o que dizer.

Eu não diria que estou sem palavras. Porque palavras não me faltam. Estou embasbacado. Maravilhado. Extasiado. Entusiasmado.

Também não faltam motivos.

A torcida que compareceu (32 mil pagantes, mas vale lembrar que também tiveram os 5 mil sócios torcedores, uma galera de cadeira perpétua ou cativa, camarotes, gratuidades pra crianças, etc)… tinha mais de 40 mil lá, fácil.

A Legião Tricolor desde o ano passado deu ao Flu a maior gama de cantos lindos de um time brasileiro… são pelo menos uns 10 espetaculares… e que foram cantados o jogo inteiro… sem nenhuma pausa.

E o pó de arroz.

Tenho 24 anos, 13 de Maraca. E foi minha primeira vez dentro daquela nuvem, que já valeria o ingresso.

O jogo, nem preciso dizer.

Aliás, preciso sim.

Devo.

Não foi só pela goleada, mas pela atuação.

Foi, provavelmente, a atuação mais espetacular e perfeita que vi do meu time em toda a minha vida.

Thiago Silva, um GIGANTE! Luiz Alberto idem. Nenhuma bola chegava ao gol do Fernando Henrique. O único chute do Arsenal foi de falta, e ele voou no canto pra pegar. Aliás, ele até deu uma saída do gol sem socar a bola! Milagre!

Júnior César é incansável. Insinuante. Jogou demais. Pode não ser um ala esquerdo de nome. Mas é bom e eficiente. E o Roger, jogador brasileiro recordista de jogos na Libertadores, entrou tão bem quanto.

Gabriel… o que eu vi hoje não foi o Gabriel de 2008. Aos 20 minutos de jogo virei prum maluco do meu lado e falei: pô, tá jogando que nem em 2005.

Eu estava errado e percebi pouco depois. Ele estava melhor que em 2005. A partida do Gabriel foi ótima. Excelente. Espetacular. Sobrenatural.

Ygor não comprometeu, o que pra ele já é muito.

Arouca simplesmente não errou. Ganhava todas as bolas e fazia sempre a melhor opção de jogada.

Conca e Thiago Neves foram sensacionais. Principalmente o argentino, embora nosso Maestro do Créu tenha feito um golaço de falta e feito lançamentos primorosos. E depois ainda o Cícero, nosso reserva-titular nessa temporada, que mais uma vez entrou muito bem e fez um belo gol.

Washington é um baita atacante. Fez o dele, funcionou como pivô e ainda sofre um pênalti não marcado. Mas não tem problema, a gente já tava metendo de 6 mesmo…

E Dodô… Dodô… é… a praga botafoguense saiu da validade. Se eu chamei a atuação do Gabriel de sobrenatural, me faltam adjetivos pra dizer o que foi o Dodô hoje. O que foram aqueles 2 golaços? O que foram os dribles e jogadas geniais, brilhantes, filhas da puta de tão fodas? Gabriel foi sobrenatural, mas Dodô foi mais.

Dodô é um extraterrestre.

E eu que esperava um jogo duro e meia boca. Isso foi ainda mais chocante.

Entrei no maraca pensando no Flu não fazer feio na Libertadores.

Saí dele acreditando que podemos ser campeões.

PS: E mesmo que não seja campeão da Libertadores, se jogar metade do que jogou hoje, esse time vai trazer muitas alegrias e títulos pra nossa torcida.

PPS: IH!!! YOKOHAMA QUALQUER DIA TAMO AÍ!!!

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One Response to Uma noite para não ser esquecida jamais

  1. Fabiano disse:

    Realmente os gols do Dodô foram muito bonitos. Golaços.

    Pena que ele é daqueles que, mais cedo ou mais tarde, vira um pipoqueiro.

    Tomara pra ti que seja mais tarde heheheh

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