Gravar uma fita é uma arte

Não sou eu que digo isso. E sim Rob Fleming (no cinema Rob Gordon), protagonista de Alta Fidelidade. Não literalmente, mas algo parecido.

Agora abro espaço pra um comentário meio assustador. Assim que pensei nessa parte do livro como introdução a esse meu post, resolvi pegar o livro, pra transcrever o trecho inteiro, etc. Na primeira página que eu abro está o trecho que eu queria. Tipo, antes mesmo que eu procurasse. Medo.

Voltando ao assunto, ele diz:

Para mim, fazer uma fita é como escrever uma carta – eu apago e repenso e começo de novo, muitas vezes, e eu queira que ficasse uma fita boa porque…, para ser franco, eu não havia conhecido alguém tão promissor quanto Laura desde que começara a trabalhar como DJ, e conhecer mulheres interessantes era um dos objetivos de ser DJ. É tão difícil montar uma fita boa quanto se separar de alguém. Você tem que começar com um sucesso, para prender a atenção (eu comecei com Got To Get You Off My Mind”, mas depois percebi que se eu entregasse o que ela queria logo de início, ela talvez não passasse da primeira faixa do lado um, de modo que enterrei-a no meio do lado dois), e depois você tem que incrementar um pouco, ou segurar um pouco, e você não pode ter música branca e música negra juntas, a não ser que a música branca soe como engra, e você não pode ter duas faixas do mesmo artista lado a lado, a não ser que você tenha feito a coisa toda em pares, e… ah, há um monte de regras.

E eu tô dizendo isso tudo por que? Porque hoje em dia não se fazem mais fitas. Não se ouve mais fitas. Com MP3, etc, ainda é difícil montar uma playlist, mas qual é o real desafio de fazer algo quando você tem espaço para umas 200 músicas num CD?

Enquanto eu procurava a citação (afinal, antes de abrir o livro eu fui ver se tinha ela já em algum lugar), acabei achando um post interessante chamado “PCs killed the mix-tape star” (numa referência à clássica “Video Killed The Radio Star” do The Bugles) num blog gringo, que também cita o personagem do Nick Hornby para falar dessa arte perdida das fitas.

Ou melhor, arte não mais perdida (e tcharam, agora chegamos ao lance que me motivou a escrever esse post). Isso porque agora existe mais um sitezinho divertido na internet, o Muxtape. Esses dias eu tinha visto essa dica no Update or Die e em outros lugares, mas só hoje entrei, e gostei. A idéia é bem simples, um lugar para você fazer as suas fitas a partir das MP3 que você tem.

Eu ainda não preparei a minha. E vou demorar. Gravar uma fita é complicado. Você pensa, repensa, apaga, começa de novo. Quando ela ficar pronta, posto aqui. Se algum de vocês fizer, bota o link aqui também. Mas não se esqueça das regras. Há um monte de regras.

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6 Responses to Gravar uma fita é uma arte

  1. binderlandia disse:

    legal!! vou dizer que fiquei com preguiça de fazer a minha fita…mas vou fazer um dia…ahahaha

    já descobri várias bandas novas aí! =D

  2. Fabiano disse:

    Eu já conhecia. Estou há um tempo já tentando e não consigo fazer o upload das minhas músicas 😦

  3. conhecia tb
    mas a preguiça é grande!

  4. […] a dica do Knolex, resolvi dar uma olhada lá no Muxtape, site no qual você criar sua própria “fita” […]

  5. […] da dica da Anica que viu no Ordinary Life sobre o Muxtape e resolvi tirar a prova e comparar com o Mixwit. Acho que os dois blogs vão […]

  6. […] MP3 Cassete Um dos posts que eu mais gostei de escrever aqui foi sobre a arte de gravar uma fita, falando sobre o Muxtape. […]

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