28 dias, 28 semanas. O próximo vai ser 28 meses?

Filmes de zumbi são fodas.

Todos os nerds sabem disso, e até já possuem planos e precauções pro dia em que os mortos (ou infectados) andarem sobre a Terra. Mas pra quem não é nerd, essa afirmação pode até soar idiota. “Qual a graça de filmes onde tem uns cara com maquiagem ruim correndo atrás dos outros gritando ‘MIOLOS!!!’?.

Mas filmes de zumbi geralmente são excelentes porque são simples e se permitem ser trash sem que seja algo negativo. E de vez em quando eles até têm bônus, como ótimas direções, roteiros que acabam traçando paralelos entre o holocausto zumbi com críticas ao capitalismo, etc, como nos filmes do mestre George Romero.

Tendo dito isso, há alguns anos pude ver o que considero o filme mais bacana de zumbis: Extermínio (28 Days Later no original). A direção do Danny Boyle (de Transpoitting) é excelente e temos uma atuação exemplar do Cillian Murphy (que depois repetiria a dose como o Espantalho de Batman Begins), no papel de um sujeito que acorda em um hospital pelado e descobre uma Londres completamente deserta. Aparentemente, uma vez que logo ele se dá conta de que a cidade, e todo o Reino Unido, está entulhada de infectados por um vírus da raiva que os tornou zumbis devoradores de carne humana.

O filme é espetacular por manter sempre a tensão bem conduzida. Desde o primeiro ato, com a fuga da cidade (com direito a uma cena antológica de uma fuga de carro ao som de Ave Maria), até o fim, mais piscológico, na base militar. Um filmaço.

Hoje finalmente pude ver a continuação, 28 Weeks Later no original, que é quase tão boa quanto o original. O bom desse filme, dirigido por um tal de Juan Carlos Fresnadillo, um sujeito de quem eu nunca tinha ouvido falar, é que ele mantém todas as qualidades do primeiro filme, mas com uma abordagem completamente diferente.

Logo no começo temos uma introdução brutal, ainda remetendo ao estouro do vírus. Um grupo de sobreviventes que de repente é atacado e só um deles (Robert Carlyle, numa atuação sensacional) consegue escapar, deixando a própria esposa pra morrer com medo de voltar e enfrentar os zumbis. A trilha sonora, que tanto no primeiro como nesse filme, é uma das melhores coisas, volta a acentuar o drama do cara. Sim, ele foi um merda medroso, mas quem somos nós pra julgá-lo? Instinto de sobrevivência. Na minha opinião pessoal, ele fez o certo. Vai viver a vida toda com remorso, mas é o que deveria ser feito.

Enfim, saltamos para o futuro depois de uma breve linha do tempo dos fatos e vamos para uma Londres sendo reconstruída sob a proteção do exército americano, com os refugiados voltando aos poucos, inclusive o casal de filhos do personagem Carlyle, que agora é uma espécie de faz-tudo do distrito onde a civilização começa a se recompor. E são eles dois que são os protagonistas da história, uma vez que numa fuga para a parte isolada da cidade encontram algo inesperado que acaba os tornando essencial para a médica do exército. Pena que assim que isso tudo acontece, o vírus volta a se espalhar e temos outro holocausto zumbi em Londres, instalando o caos de vez e obrigando essa médica e um sargento a ajudarem na fuga das crianças. E se no primeiro filme temos a cena da Ave Maria, nesse nós temos um sequência fantástica no escuro, onde o pouco que vemos são os poucos metros que a visão noturna de um rifle nos permite. Muito foda.

Mais do que isso não vou falar, já que soltei até mais spoilers do que eu devia. O segundo ato acaba sendo apenas bom e por isso acho que o primeiro filme é ainda um pouco melhor. Mas ainda assim, vale a pena ver Extermínio 2. Talvez possamos chamar esses filmes de a série que redefiniu o gênero de zumbis, da mesma forma que a (excelente) trilogia Bourne redefiniu os filmes de espionagem.

É claro, ainda preciso ver umas produções recentes, principalmente REC, que dizem que é foda. Mas dificilmente vou curtir tanto quanto esses 2 filmaços.

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5 Responses to 28 dias, 28 semanas. O próximo vai ser 28 meses?

  1. Carolina Vianna disse:

    ¬¬

  2. Rafa disse:

    Maneiro, ando precisando voltar a assistir uns filmes de zumbis mesmo.

  3. Fabiano disse:

    Eu acho o weeks superior ao days em vários aspectos. Especialmente naquela hora em que o chefe das tropas da OTAN fala pelo rádio: “A partir de agora, TODOS são um alvo”.

    O [REC] é bem divertido, mas te dou um conselho: assista ele e, imediatamente, vá fazer outra coisa. Não fique pensando muito nele, não poste no blog sobre ele e não discuta ele com outros amigos, senão tu vai deixar de gostar do filme.

    É tipo aquela mulher que, de longe é gostosa pra caralho, mas de perto é uma baranga.

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