O Filme Favorito de Cada Ano Em Que Estive Vivo (Parte 1)

Atendendo ao convite do Discreto Blog da Burguesia, eu e alguns dos outros autores do Vida Ordinária vamos fazer uma lista com o filme favorito de cada um de nós para cada ano em que estvemos (estamos) vivos.

Ia ser uma lista de melhores filmes, mas depois que olhei bem pro que foi colocado, achei melhor deixar em “favoritos”, porque aí envolve apenas gosto e torna algumas coisas (*cof* Patch Adams *cof*) minimamente (e bota minimamente nisso) aceitáveis.

Vamos inclusive respeitar uma regra deles: sem repetecos. No caso de dois ou mais escolherem o mesmo filme, um (ou quantos forem necessários) muda pro segundo melhor.

Estamos contando os anos a partir do que consta no IMDB.

Como somos muitos, vamos dividir em 4 partes. A primeira vai de 1983 (ano em que nasci) até 1988.

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1983

Alexandre: Star Wars – Episódio VI – O Retorno de Jedi (Richard Marquand)
Eu nunca imaginei colocar alguma coisa de Star Wars em primeiro numa lista séria (tirando talvez O Império Contra Ataca). O grande problema é que aparentemente o ano em que eu nasci fedeu cinematograficamente falando e descobri que nenhum dos meus filmes favoritos é de 83. E também descobri que preciso assistir urgentemente Fanny & Alexandr, que é desse ano.

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1984

Alexandre: Amadeus (Milos Forman)
Muita vontade de colocar Era Uma Vez na América aqui, mas desculpa, Sergio Leone, seu épico de máfia (meu tema favorito!) não é capaz de superar Salieri, o protagonista mais detestável de todos os tempos, e o Mozart, o adorável filho da puta. Muitas biografias costumam feder. Mas não as dirigidas pelo Milos Forman.

Carolina: Footloose (Herbert Ross)
Estrelado pelo charmosão Kevin Bacon que interpreta um garotão da cidade grande que se muda para o interior pra fazer todo mundo dançar!

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1985

Alexandre: De Volta Para o Futuro (Robert Zemeckis)
Começo perfeito para uma das trilogias mais divertidas que existe, talvez a mais (Indiana Jones derrapa em Templo da Perdição). Comédia e aventura na dose certa, o que era o que me interessava quando eu vi pela primeira vez (fim dos anos 80, início dos 90, por aí). Aliás, 85 é o ano de filmes clássicos da minha infância… também teve Goonies (que quaaaaaase entrou aqui), A Lenda e Feitiço de Áquila (aka como estragar um filme épico com a pior trilha sonora da história). E caraca, Clube dos Cinco! Um dos meus filmes favoritos… caramba, 85 foi foda.

Carolina: Feitiço de Àquila (Richard Donner)
Dirigido por Richard Donner, conta a história de um casal amaldiçoado por um bispo invejoso que sonha em comer a mocinha, mas não pode. A maldição consiste em fazer com que os dois jamais se encontrem, de dia, quando o mocinho é homem, a mocinha é uma águia e à noite, quando a mocinha é mulher o mocinho é um lobo. Lindo de morrer!

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1986

Alexandre: Conta Comigo (Rob Reiner)
Curtindo a Vida Adoidado é desse ano, mas por mais que o Ferris seja um ídolo, não tem pra mim a importância que aquela história dos 4 moleques que vão numa jornada para ver um garoto morto. Até hoje me dá calafrios a cena das sanguessugas e morro de rir com a história do Bola de Sebo. Clássico.

Bruno: Curtindo a vida adoitado (John Hughes)
Acho que nem precisa falar o motivo desse filme estar na minha lista. Um clássico da Sessão da Tarde que eu, sinceramente, não sabia que tinha sido lançado no ano que eu nasci. Um filme que acompanhou todos aqueles que saíam da aula do colégio, almoçavam e, pelo menos duas vezes por ano, viam esse filme. E quem nunca quis matar aula pra dançar Twist and Shout num trio elétrico?

Carolina: A Tribo da Caverna do Urso (Michael Chapman)
Menina pré-histórica perde a família e é criada em outra tribo, o que gera bastante conflito pra ela. Lembro pouco desse filme, mas escolhi porque me marcou muito, lembro de chorar horrores quando a família dela morre.

Juliana: O Declínio do Império Americano (Denys Arcand)
Filme inteligente, de humor ácido e excelentes diálogos. E que ainda deu “brecha” para uma continuação maravilhosa anos depois.

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1987

Alexandre: Nascido para Matar (Stanley Kubrick)
Fiquei tentado a ir de Intocáveis, mas por mais que eu adore máfia e trilhas de Enio Morricone, só de lembrar já tava me arrepiando com a última cena do Gomer Pyle e, mais à frente, com os créditos subindo ao som de Paint it Black.

Bruno: Os Intocáveis (Brian de Palma)
Com um roteiro muito mais simples do que outros grandes filmes de máfia como O Poderoso Chefão, Os Intocáveis consegue ser um excelente filme, mostrando detalhes dos problemas da cidade de Chicago dos anos 30 com detalhes que poucos filmes de máfia conseguiram. É de onde saiu a sensacional frase “You can get further with a kind word and a gun than you can with just a kind word.”.

Carolina: O Último Imperador (Bernardo Bertolucci)
Com vários Oscars nas costas, este filme maravilhoso de Bernardo Bertolucci conta a história de Pu Yi, posto o cargo com apenas dois anos de idade e deposto com a chegada da revolução, é obrigado a mudar completamente seu modo de vida e conhecer outra realidade for dão muros da Cidade Proibida! Crássico!

Juliana: Dirty Dancing – Ritmo Quente (Emile Ardolino)
Filme clássico dos anos 80, Dirty Dancing traz Patrick Swayze em sua melhor forma, no papel de Jhonny, um dançarino garanhão que se apaixona pela rica e certinha Baby. Dessa paixão, surgiram dois clássicos: a frase “nobody puts baby in a corner” e a cena final da dança, que fez muita menina querer pular nos braços de Patrick ao som de “Time of my life”.

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1988

Alexandre: Cinema Paradiso (Giuseppe Tornatore)
Sem nem pensar duas vezes. Um dos meus favoritos de todos os tempos. Uma ode ao amor e ao cinema. Trilha genial, planos fantásticos e uma história simples, mas apaixonante. E não tem como não se emocionar com a sequência de beijos do fim. Obra-prima.

Bruno: Grave of the Fireflies (Isao Takahata)
Esse provavelmente é o longa metragem mais triste de todos os tempos. Duas coisas me marcaram muito nesse filme. Uma delas é a frase que inicia o filme: “September 21, 1945… that was the night I died”. E a outra é a frase “Why must fireflies die so young?”. Absurdamente recomendado, e se você conseguir assistir sem chorar, procure tratamento.

Carolina: Super Xuxa Contra o Baixo Astral (Anna Penido)
Xuxa Meneghel, Guilherme Karan e grande elenco estrelam este clássico do cinema nacional, no qual Xuxa, a pintora de muros pixados tem que enfrentar Baixo Astral, o ser sujo dos esgotos que tenta seqüestrar ninguém menos do Xuxo, o cão!

Juliana: Rain Man (Barry Levinson)
Excelentes interpretações em uma história que fala sobre amor, diferenças e, acima de tudo, sobre como respeitá-las e crescer com elas.

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Em breve a segunda parte, que vai de 1989 até 1994.

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4 Responses to O Filme Favorito de Cada Ano Em Que Estive Vivo (Parte 1)

  1. Alexandre, o ano em que você nasceu teve excelentes filmes, como Sans Soleil, Local Hero, Zelig, Videodrome, Os Eleitos, Monty Python e o Sentido da Vida, etc. (Os dois primeiros não são exatamente fáceis de se encontrar, mas as internets estão aí pra isso.)

    Btw, o filme de 86 é ContA Comigo. ContE Comigo é de 2000.

    E a Carolina ficou tão impressionada com o charme de Kevin Bacon que repetiu o título do filme no lugar do Feitiço de Áquila.

  2. Nomes dos filmes corrigidos. A repetição foi culpa minha, que editei o post juntando tudo… ehehehe

    E tipo, eu gosto de O Sentido da Vida, mas ele é TÃO inferior à Vida de Brian e ao Cálice Sagrado que eu me sentiria desrespeitando os 7 Monty Pythons se colocasse ele, e eu não tô afim da alma penada do Graham Chapman me enchendo o saco.

    Mas “Every Sperm is Sacred” é possivelmente a melhor cena de todos os 3 filmes deles.

  3. flavia. disse:

    adorei essa idéia, um dia tento fazer uma lista dessas. 🙂

  4. […] O Melhor Filme de Cada Ano Em Que Estive Vivo (Parte 2) Vamos à segunda parte da série iniciada aqui. […]

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