We Don’t Need Another Heroes

Essa semana Heroes voltou para sua terceira temporada. E provou que conseguiu se superar: aquilo que já era ruim, ficou ainda pior.

Se a segunda temporada foi mais curta por conta da greve dos roteiristas, os dois episódios que marcaram o lançamento desse novo volume mostram o que eu sempre suspeitei: que os roteiristas de Heroes, desde o começo da série, estão em greve. Ou pelo menos os cérebros deles estão.

Então, vou começar a falar spoilers. Então, se você ainda não viu os episódios novos, pode parar de ler aqui.

A terceira temporada com o Peter do futuro (aliás, pelas linhas temporais alteradas, esse deve ser o 5° Peter do futuro diferente, então não faz sentido que TODOS eles tenham uma cicatriz gigante) sendo perseguido pela Claire e voltando ao passado para evitar que a verdade sobre os poderes seja revelada e o mundo vire o caos que está daqui a 4 anos. E assim descobrimos que foi ele quem atirou no Nathan. Ok, até aí, tudo bem. Uma boa virada de trama.

E os acertos acabam por aí.

Agora o Parkman tá na África com um Isaac Mendez zulu e o Peter tá preso no corpo de um vilão (vamos a isso mais à frente). Enquanto isso, o Peter do futuro tá perambulando no presente no lugar do original.

Logo em seguida encontramos Sylar atacando Claire na California. Se vocês lembrarem bem, isso acontece apenas poucas horas depois dele injetar o sangue dela em Nova York e recuperar os poderes. Que nunca incluíram nada que o tornasse capaz de chegar lá em pouco tempo. Mas já que estamos falando de cronologia desajustada, é sacanagem eu citar esse caso, quando existem outros bem piores. Afinal, no mesmo dia em que Nathan leva o tiro, Nikki já aparece como assessora de um governador. Sendo que ela havia “morrido” no dia anterior. Pouco me importa a nova personalidade dela e vai ser ótimo se eu nunca mais precisar ver o Micah, mas peraí, ela precisaria de meses ou anos pra virar a amante conselheira do governador. Considerando que ela apresentou o poder de congelar, e não a superforça, é possível que não seja a Nikki e sim uma irmã gêmea ou coisa do tipo. Caso contrário, os gênios roteiristas preferiram ignorar a lógica, certo?

E isso numa série que, por tratar de um tema de fantasia, pode distorcer a lógica. Daí ser aceitável o Mohinder Suresh criar um soro pra dar poderes a todo mundo (depois de, pela enésima vez, abandonar a pesquisa de seu pai e mudar de idéia logo depois). O problema é que é óbvio, clichê e ruim. E o problema ainda maior é isso envolver o Suresh, o mais imbecil e pamonha personagem da TV mundial. É óbvio que ele injetou em si o soro e virou um cara exibido com sentidos aguçados que come a Maya (que continua chorona – será que ela é botafoguense?) e depois começa a sentir efeitos colaterais. Tomara que morra.

Outro que voltou foi o Linderman. Aliás, isso mata a credibilidade da série. Todo mundo volta da morte, mesmo que seja só pro Nathan, como foi o caso do Linderman. Um cara como Malcolm McDowell, que protagonizou Laranja Mecânica, não devia se sujeitar a fazer um papelão desses pra pagar as contas. Constrangedor.

Enfim, de um lado temos Nathan voltando pra política. Do outro, Sylar, agora invulnerável (ele consegue pegar o poder da Claire, que não morre e ainda ouve o vilão dizer que ela é diferente dos outros), vai à Companhia para roubar os poderes dos mais poderosos vilões encarcerados. Mata Bob (que tinha o poder de Midas, de tornar tudo ouro), mas acaba falhando num confronto contra a Elle (aliás, que vilão overpower é esse que apanha de todo mundo?) e é preso. Mas nesse meio tempo, esses super-vilões fogem (entre eles Peter, no corpo de um tal de Jesse), assim como o Bennet, que agora vai à caça desse povo (junto da Claire). Angela Petrelli (que tem o poderde sonhos premonitórios) é a nova cabeça da Companhia. E aparentemente pode ser que o Sylar seja filho dela e irmão dos manos Petrelli.

E por fim o Hiro, que deixa de ser o nerd carismático pra virar um imbecil que faz cagada atrás de cagada e mesmo com um poder foda leva trolha de uma velocista.

A temporada mal começou e começou mal.

Só não digo que foi uma decepção porque Heroes é tão mal-escrito que já não gera mais expectativas.

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6 Responses to We Don’t Need Another Heroes

  1. Marcelo Ferraz disse:

    hauahuahuahuahau
    Caraca, Xandão, vc consegue se superar nos trocadilhos a cada dia…
    E isso NÃO é um elogio…
    hahahahaha

  2. Mariana disse:

    Eu só li o começo, pq nunca vi um episódio de Heroes. Mas se é tão ruim, por que voc6e está acompanhando todas as temporadas??? hehehe

  3. Serviço de utilidade pública.

    Tem tanto fanboy cego que defende essa merda, que precisa alguma voz no mundo alertando as pessoas do lixo que é.

    Ok, nem sempre é um lixo total. Às vezes é apenas uma série ruim razoavelmente divertida e tal.

  4. Rafael disse:

    Verdade, podia aproveitar o seu tempo com séries realmente boas, hehehe

  5. Bruno Tavares disse:

    PARA COM ESSES TROCADILHOS!

  6. Maurício disse:

    Não é a Nikki. A Tess tem poder de congelar, não de “criar personalidades”, e ela ficou bem assustada quando usou o poder PELA PRIMEIRA VEZ.
    Acho que a Nikki e a outra personalidade dela já tinham falado da Tess anteriormente, mas não tenho certeza.

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