O Guia da Heresia das Galáxias

setembro 22, 2008

Acabei de ler uma notícia em que simplesmente não quis acreditar: a de que haverá um sexto livro da série do Mochileiro das Galáxias.

Aí você me pergunta, qual o problema disso? Simples, o fato do autor, o gênio Douglas Adams, ter morrido em 2001.

Mas morreu sem considerar a série terminada (o que é uma pena, porque a cada livro o nível vinha caindo), deixando várias anotações inacabadas. E agora sua esposa sancionou o projeto de um sexto capítulo da saga, a ser escrito pelo autor de histórias infantis Eoin Colfer. Sim, o cara de Artemis Fowl.

Na minha opinião é inaceitável que qualquer um continue a saga. No caso de um autor medíocre, a situação fica ainda pior. Se o próprio Douglas Adams já tinha meio que perdido a mão (da “trilogia” de 4 livros, que ainda tem um extra – o Praticamente Inofensivo – só os dois primeiros – O Guia do Mochileiro das Galáxias e O Restaurante no Fim do Universo – são realmente ótimos), imagina o que esse cara pode fazer?

A trama não foi revelada, só se sabe que os personagens principais devem ser mantidos. Ou seja, Arthur e Ford, e talvez Trillian, Marvin e (esse eu duvido) Zaphod. Os editores ainda disseram que Colfer não tentará imitar o estilo de Adams no livro.

O livro vai se chamar And Another Thing… e em outubro já estará nas livrarias da Inglaterra.

Via Jovem Nerd.


O arquétipo de herói através de Luke Skywalker

junho 2, 2008

Semana passada recebi do Fabiano Neme, vulgo Skywalker, esse texto que ele mesmo escreveu para o Meia Palavra. Só hoje cedo tive um tempinho de ler e achei leitura indispensável para qualquer um que se interessa por Star Wars ou por mitologia como um todo.

É um paralelo entre a saga de George Lucas e o livro O Herói de Mil Faces, de Joseph Campbell, que serviu de base para boa parte do que vimos em Star Wars. 

É sensacional, leiam aqui.


Hoje é o Dia da Toalha

maio 25, 2008

Um tributo ao mestre Douglas Adams e à sua obra (para quem não conhece, a hilariante série de livros do Mochileiro das Galáxias).

Em todo dia 25 de maio, a pessoa deve andar com a toalha o tempo todo.

No site oficial do Dia da Toalha existe até uma galeria com as fotos da galera que prestou sua homenagem em outros anos. Eu nunca fiz e acho que mais uma vez vou faltar com o dever ao mestre. Mas quem sabe um dia…

Agora, se você está em dúvida o que raios tem a ver o Douglas Adams, O Guia do Mochileiro das Galáxias e a pessoa andar por aí com uma toalha, segue abaixo a citação tirada diretamente do livro, como está no site supracitado:

“A towel, it says, is about the most massively useful thing an interstellar hitch hiker can have. Partly it has great practical value – you can wrap it around you for warmth as you bound across the cold moons of Jaglan Beta; you can lie on it on the brilliant marble-sanded beaches of Santraginus V, inhaling the heady sea vapours; you can sleep under it beneath the stars which shine so redly on the desert world of Kakrafoon; use it to sail a mini raft down the slow heavy river Moth; wet it for use in hand-to-hand-combat; wrap it round your head to ward off noxious fumes or to avoid the gaze of the Ravenous Bugblatter Beast of Traal (a mindboggingly stupid animal, it assumes that if you can’t see it, it can’t see you – daft as a bush, but very, very ravenous); you can wave your towel in emergencies as a distress signal, and of course dry yourself off with it if it still seems to be clean enough.

More importantly, a towel has immense psychological value. For some reason, if a strag (strag: non-hitch hiker) discovers that a hitch hiker has his towel with him, he will automatically assume that he is also in possession of a toothbrush, face flannel, soap, tin of biscuits, flask, compass, map, ball of string, gnat spray, wet weather gear, space suit etc., etc. Furthermore, the strag will then happily lend the hitch hiker any of these or a dozen other items that the hitch hiker might accidentally have “lost”. What the strag will think is that any man who can hitch the length and breadth of the galaxy, rough it, slum it, struggle against terrible odds, win through, and still knows where his towel is is clearly a man to be reckoned with.”

Feliz Dia da Toalha para vocês. E não entrem em pânico!!!


Bond Girl e bond ter na estante

maio 21, 2008

Ahn, ahn?

Essas são as capas para os 14 livros de James Bond que a Penguin Books está relançando na Inglaterra em homenagem ao centenário do nascimento do Ian Fleming, criador do espião mais famoso do mundo. Do artista Michael Gillette.


Via Space Invaders.


Porque nós somos nerds… (parte 1)

maio 1, 2008

E por mais que ainda falte um bom tempo, a ansiedade começa a renascer: depois do Guillermo Del Toro ter sido confirmado como diretor de O Hobbit, que será produzido por Peter Jackson, deu no Jovem Nerd que Andy Serkis e Ian McKellen estão acertados para reviverem Gollum e Gandalf. Impossível não se transportar de novo aos tempos de ansiedade em 2000 (ok, pra alguns 1999, pra mim a partir de 2000 mesmo) até 2003.

Momento heresia: fora esses dois, pra mim não precisa ter mais ninguém da trilogia. Tô cagando se o Bilbo vai ser o Ian Holm ou não. Até prefiro que não seja.


Ainda bem que eu li os 3 livros

abril 25, 2008

Ok, a parada ficou meio longe, mas vamos admitir, os caras pensaram fora da caixa. Pra falar da flexibilidade das opções de emprego no Conselho da Cidade de Brisbane, eles amarram com um conceito que você vai poder aproveitar a estória inteira.

Independente do conceito dar muitas voltas, a execução é legal. Ou péssima, se você não tiver lido as obras que eles usam, já que eles basicamente fazem versões resumidas em uma frase de clássicos da literatura. Com spoilers, é claro.

Ou seja, só continue lendo esse post se você conhecer o que acontece em Romeu e Julieta, Moby Dick e O Senhor dos Anéis.


Que Lost que nada, misteriosa é essa ilha chamada Grã-Bretanha

março 18, 2008

Se lembram que quando abri o post sobre Lost, cliffhangers e reclamões eu mencionei que aquela era a primeira de muitas divagações? Pois é, esse post é mais uma. E das longas.

Outro dia eu tava montando aqui em casa um CD aleatório qualquer, como faço de vez em sempre. Lá pela metade da execução dele, reparei que tinha alguma coisa em comum entre a maioria das faixas. Aí olhei pra minha estante de livros, e percebi a mesma “coincidência”.

A maioria dos artistas e bandas que acho mais fodas (não é uma questão de simplesmente gostar, e sim de achar incrivelmente fantásticos, ali no top) são ingleses (britânicos, pra ser mais exato, já que não sei quem por ventura é escocês ou galês). Meus autores favoritos, idem.

O que será que tem naquela ilhota para que nela, sozinha, seja produzido a maior quantidade de arte e cultura pop de alto nível. Se bobear mais do que em todo o resto do mundo junto. Uma pequena fábrica de gênios. Tipo, existem muitos outros países com bagagem cultural riquíssima e muito mais gente. Por que esses não produzem tanta gente boa como a Grã-Bretanha.

Não que eu esteja pelando o saco deles não. É inadmissível um país com tanta m ulher feia e com uma culinária tão medíocre (dá pra entender o mau humor do Gordon Ramsay, imagina crescer comendo “fish and chips” e acordando com um Big English Breakfast?). Mas em muitos aspectos a gente tem que dar valor. Até pelos contrastes. Um lugar onde a tradição (tipo a família real) ainda são motivo de orgulho e respeito nacional, mas de onde surgem as tendência mais rebeldes e de vanguarda. Tipo, só lá pra Rainha Elizabeth e Sid Vicious serem ídolos ao mesmo tempo.

Foi lá que surgiu Shakespeare, mais clássico impossível. Aliás, dá pra gente perder horas tentando lembrar a quantidade de grandes atores e atrizes que se consagraram justamente pelas peças dele. O bardo simplesmente foi incomparável.

Mas voltando à literatura, temos Jane Austen e seus romances vitorianos (Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito, etc). Mas também foi de lá que vieram os malucos Douglas Adams (Guia do Mochileiro das Galáxias) e Terry Pratchett (Discworld) e seus livros, que são completamente transloucados e hilários. Tem a fantasia de Lewis Carrol, a poesia de TS Eliot e de Keats, a bobagem alegórica religiosa de CS Lewis (eu sei que As Crônicas de Nárnia são para um público infantil – o que torna ainda mais covarde a alegoria dele -, mas meu problema é só que é mal escrito… linguagem simples é diferente de linguagem simplória), a ficção história de Bernard Cornwell (Crônicas de Artur, A Busca do Graal, Sharpe, etc) , a multi-milionária JK Rowling (se você não sabe quem ela é o que ela escreveu, nem deve ter chegado a esse ponto do post, mas vamos lá: Harry Potter) e é claro, tem Tolkien (O Senhor dos Anéis, O Hobbit, Silmarillion, etc). Aliás, meu escritor favorito e principal influência (já que também escrevo) é inglês: Nick Hornby (Alta Fidelidade, Como Ser Legal, Febre de Bola, etc). E nos quadrinhos ainda tem o Neil Gaiman e o Alan Moore que também são ingleses.

Só sei que escrevendo esse post me deu uma baita vontade de reler vários deles e escrever posts melhores sobre alguns.

Aliás, aproveitando que já citei Douglas Adams, vale lembrar que ele foi colaborador do Monty Python, gênios do humor. E como um assunto puxa outro, se no passado o humor britânico era capitaneado pelo Monty Python’s Flying Circus, hoje em dia temos as séries do Rick Gervais, como The Office (a versão americana é melhor, mas não importa, nunca teria existido se ele não tivesse criado) e The Extras. E já que o tema é TV, temos ainda os reality ingleses, que são bem bacanas (passam vários na NET, é só zapear), vários deles ligados à comida (tanto sobre fazer como sobre como parar de comer). E eu já tinha falado aqui no blog sobre Skins, uma série excelente (embora a 2ª temporada não esteja no nível da primeira).

Agora, é na música que o bicho pega pra valer. Pra começar, estamos falando de Pop e de Rock, o Brasil (que já deu ao mundo muito do que existe de mais espetacular na música) não conta. Tira mais uma dúzia de coisas dos Estados Unidos, tipo Bob Dylan e algumas bandas. O que sobra de realmente foda nesses gêneros? Vamos lá, você tem um tempinho pra pensar. Pensou em o que? Umas 5 bandas? 10? Posso chutar que pelo menos 80% do que você pensou veio daquela ilhazinha nublada. Isso chutando por baixo.

Já é uma covardia começar a lista com Beatles. Se não bastasse, vieram de lá os Rolling Stones. E o Led Zeppelin. E o Pink Floyd. E o Queen. E The Who. E Cat Stevens, o único cara que disputa mano a mano com o Dylan o trono do folk. Antes que os metaleiros me matem, lembro que o Iron Maiden também é inglês.

E foi lá que nasceu o punk, com o The Clash e os Sex Pistols. Ok, os Ramones são americanos e vieram antes dessas duas bandas, mas o movimento como um todo se formou na Inglaterra.

Eles também deram aos nossos ouvidos o The Cure, Depeche Mode, Dire Straits, Joy Division e The Smiths.

Teve o Brit Pop, com o Oasis, uma das minhas bandas favoritas, além de Blur e The Verve. E ainda temos o Radiohead, Coldplay, Arctic Monkeys, Muse, entre outras. Ah, claro, como pude esquecer de citar o pop das Spice Girls! Se você não gostasse da música era o de menos, podia escolher pra assistir uma das 5 requebrando.

É tanta coisa que eu com certeza esqueci de um monte e no meio dessas de alguma importantíssima, e depois vou ser xingado. Acontece.

Se eu tivesse jogado a Irlanda no meio, aí que estar ferrado, porque os pinguços (aliás, ontem foi St. Patrick’s Day) também mandam benzaço.

Essa constatação aleatória que tive enquanto simplesmente ouvia um CD só serviu pra aumentar minha vontade de conhecer esse lugar. Quem sabe, né? Se nada der certo, largo tudo e me jogo no mundo. Se quiserem me encontrar, um lugar provável é Londres.

Não que eu ache que isso vai acontecer, uma vez que as coisas parecem estar dando certo. Até a próxima divagação!